A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 5 milhões de pessoas em todo o mundo convivam com o Lúpus. A doença autoimune, conhecida entre os profissionais de saúde como Lúpus Erimatoso Sistêmico, é uma doença inflamatória de origem autoimune que apresenta variadas manifestações e sua evolução pode alterar de um paciente para outro.
A doença pode afetar múltiplos orgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro. Segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), há cerca de 65 mil pessoas com lúpus no Brasil, sendo a maioria mulheres. A doença inflamatória é a principal causa de internação hospitalar entre as doenças reumáticas.

Mas o que afinal é uma doença autoimune?
Doenças autoimunes ocorrem quando o sistema imunológico passa a produzir anticorpos contra o próprio organismo. Por motivos variados e ainda pouco claros, o corpo começa a confundir suas próprias proteínas com agentes invasores, passando a atacá-las. Ou seja, as células acabam agindo contra o próprio organismo.
Os quatro tipos de lúpus
Existem quatro tipos de lúpus, são eles: sistêmico, discóide, neonatal e o induzido por drogas.
O lúpus eritematoso sistêmico é a forma mais comum de manifestação de lúpus. A doença é caracterizada como sistêmica pois pode afetar muitas partes ou sistemas do corpo. Os sintomas do LES podem ter o grau de gravidade variado. A doença atinge a pele, podendo causar erupções cutâneas e algumas outras lesões que podem ser permanentes ou não, como cicatrizes.
Esse é o tipo de lúpus que afeta a saúde da cantora e atriz Selena Gomez, que em 2015 realizou um transplante de rim devido a doença.
O lúpus discóide afeta a pele e é caracterizada pelo aparecimento de lesões redondas, vermelhas e descamativas na pele, principalmente no rosto e na nuca. A doença normalmente não afeta órgãos internos e fica restrita à pele. Em alguns casos, pode haver acometimento de órgãos internos e evoluir para lúpus eritematoso sistêmico.
Lúpus neonatal ocorre quando há transferência passiva de anticorpos da mãe para o feto. Erupção cutânea é o sinal mais comum de lúpus neonatal, embora a condição também possa causar problemas no fígado e no coração.
O lúpus induzido por drogas (LID) é o desenvolvimento de sintomas semelhantes ao do lúpus eritematoso sistêmico idiopático, relacionado à exposição contínua a fármacos (por mais de 30 dias), havendo, normalmente, resolução do quadro com a suspensão do medicamento desencadeante.
Como funciona o tratamento?
A Sociedade Brasileira de Reumatologia informa que o tratamento pode variar muito de acordo com as manifestações da doença. O tratamento inclui medicamentos como corticóides, antimaláricos e imunossupressores.
Outros sintomas podem ser tratados com analgésicos ou anti-inflamatórios.
Os pacientes devem evitar exposição ao sol, que pode desencadear uma reação imunológica e reativar os sintomas mais graves da doença. Mesmo com diversas formas de tratamento, ainda não existe cura para o Lúpus.
Como prevenir?
Mesmo com diversas pesquisas, ainda não existem formas conhecidas de se prevenir o Lúpus, tendo em vista que as causas da doença ainda não são totalmente conhecidas e também não há vacinas.
No entanto, evitar gatilhos para o Lúpus se desenvolver é fundamental. As regras mais comuns incluem alimentação balanceada, estilo de vida mais saudável, prática de atividade física, uso de protetor solar e fazer exames regularmente.
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