O crescimento acelerado e global de casos de alergias afeta cerca de um terço da população mundial.
A cada ano que passa, mais pessoas ao nosso redor parecem estar espirrando mais, coçando a pele em excesso ouevitando certos alimentos que antes consumiam normalmente e sem resultados negativos. Não é apenas uma impressão, mas um fato que chega aos milhares de casos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que, até 2030, cerca de metade da população mundial sofrerá com algum tipo de alergia respiratória, alimentar ou cutânea.
No Brasil, atualmente, já são 61 milhões de pessoas sofrendo com alguma variação dessa doença.
Seja a rinite que ataca ao menor sinal de poeira e mudança de clima, a asma que piora na cidade grande ou a súbita intolerância a alimentos que antes eram inofensivos ao organismo, o mundo está, a cada ano, mais alérgico. Dados recentes apontam que cerca de um terço da população global já sofre com algum tipo de
alergia.
Para ficar claro, a alergia é uma resposta do sistema imunológico contra substâncias que normalmente não causam mal à maioria das pessoas. Porém, em pessoas predispostas, o contato com tais substâncias leva a diferentes manifestações no organismo.
Baseados nas investigações da antropóloga médica Theresa MacPhail, explicamos o que está acontecendo com o nosso sistema imunológico.
A teoria da limpeza exagerada
A mania de limpeza pode ser parte do problema. A “Teoria da Higiene” sugere que, graças às vacinas, antibióticos e ambientes esterilizados, eliminamos muitos dos germes com os quais convivemos durante milênios.
Assim, nosso sistema imunológico, que evoluiu para lutar contra parasitas e bactérias perigosas, ficou sem o que combater. Na falta de inimigos reais, ele começa a atacar coisas inofensivas, como o pólen das flores, pelos de animais ou proteínas do leite.
O corpo humano e o mundo moderno
Segundo especialistas, o aumento das alergias é um sinal claro de que o nosso corpo não está conseguindo acompanhar a velocidade das mudanças no ambiente. Novos produtos químicos, novos alimentos, dietas e alterações climáticas podem sobrecarregar nosso sistema imunológico. Ele tenta nos defender de um mundo novo e desconhecido.
Os números da epidemia
Para se ter uma ideia da gravidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam hoje no planeta:
● 400 milhões de pessoas com rinite;
● 300 milhões de pessoas com asma;
● 250 milhões de pessoas com alergia alimentar.
Segundo reportagens, leite, ovo, trigo e amendoim são responsáveis, no Brasil, por 42% das reações alérgicas graves que acontecem por alimentos que podem levar a óbito,de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Logo em seguida, medicamentos (32,4%) e ferroadas de insetos (23,9%) foram as outras duas causas mais comuns da condição.
O levantamento também apontou que as crianças do sexo masculino representam a maioria (55,5%) dos casos de anafilaxia (Alergia grave e potencialmente fatal) e, em adultos, 59,2% dos casos ocorreram em mulheres. A ciência segue seus estudos e avança nos resultados. Novos tratamentos com imunobiológicos têm mostrado sucesso em casos graves de asma e alergias alimentares.
Porém, a chave para o futuro parece estar na prevenção e na exposição precoce. Estudos sugerem que proteger as crianças de todo tipo de sujeira ou alérgeno pode ser pior. O caminho pode ser acostumar as células de defesa a tolerar o mundo ao redor, em vez de isolá-las dele. Se você sofre com alergias, saiba que não é bobagem, mas uma resposta biológica complexa a um mundo que vive em constante transformação. Se sentir algum sintoma alérgico, procure um médico especializado para entender seus gatilhos, sinais e buscar qualidade de vida com o tratamento correto.
Bibliografia
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/leite-ovo-e-mais-42-das-reacoes-alergicas-graves-acontecem-por-alimentos/
https://veja.abril.com.br/saude/por-que-o-numero-de-pessoas-com-alergias-esta-em-disparada-no-mundo/
https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2024/06/02/o-aumento-das-alergias-e-sinal-de-que-o-corpo-nao-esta-bem-no-mundo-em-que-vive-diz-especialista-americana.ghtml
https://cejam.org.br/noticias/alergias-respiratorias-e-alimentares-sao-as-que-mais-afetam-brasileiros
https://www.ufrn.br/imprensa/noticias/72238/dia-mundial-da-alergia-alerta-para
-uma-das-doencas-mais-frequentes-no-mundo




